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"Fundo tem cerca de 94 milhões de euros"

Francisco Almeida Leite

Francisco Almeida Leite fala em entrevista ao SOL sobre o InvestimoZ e a participação na FACIM 2015

O fundo InvestimoZ, gerido pela SOFID, destina-se ao financiamento de projetos de investimento ou de parcerias estratégicas nas áreas da energia, em especial energias renováveis, do ambiente e das infraestruturas. Qual é a dotação deste fundo?

Inicialmente definiu-se que o InvestimoZ teria esses sectores como prioritários, mas a verdade é que pode também apoiar outro tipo de projetos - à exceção do imobiliário especulativo -, desde que os promotores provem que estão a apostar em áreas que são geradoras de emprego local e que haverá um impacto positivo na economia e no desenvolvimento de Moçambique. O fundo tem cerca de 94 milhões de euros.

Quais são as principais condições para aceder ao financiamento?

As principais condições têm a ver com a necessidade de haver um mínimo de 33% de participação portuguesa no projeto e/ou 51 % luso-moçambicana. Ou seja. O InvestimoZ pode até financiar projetos de outras nacionalidades, desde que estas participações estejam asseguradas. Isto acontece porque o fundo tem como objetivo central participar no financiamento de projetos de investimento de iniciativa pública ou privada em Moçambique, promovidos por empresas portuguesas ou por parcerias luso-moçambicanas.

Que modalidades de financiamento estão disponíveis? Quais são os montantes mínimos e máximos?

Estamos a falar de um fundo vocacionado para o financiamento em capital social ou capital de risco. É na prática um equity loan que pode ser complementar a outro tipo de financiamentos como empréstimos ou garantias bancárias, concedidos pela SOFID, enquanto entidade gestora do fundo, ou por outras instituições financeiras, sejam elas bancos locais ou internacionais. O fundo tem um prazo de permanência no projeto entre três e 9 anos, ficando logo definida à partida a estratégia de saída.
Quer isto dizer que se tem que saber de que forma é que o fundo vai alienar a sua posição. Quanto a montantes é necessário que haja um mínimo de 150 mil dólares de capital social no projeto que é alvo de análise. Há uma análise caso a caso, não vamos falar de montantes máximos. Portanto, o fundo serve para a tomada de participações sociais conjuntamente com entidades domiciliadas em Portugal, para a participação em contrato de consórcio ou outras formas de parceria entre sociedades com sede em Portugal e sociedades com sede na República de Moçambique e para o financiamento de participações sociais de sociedades com sede em Portugal no capital social de sociedades com sede na República de Moçambique, através da concessão de empréstimos. Basicamente são estas as três modalidades disponíveis, respondendo diretamente à sua pergunta.

Quais são as áreas de negócio que mais procuram o apoio do InvestimoZ?

Temos tido muita procura, por exemplo dos sectores da indústria, transportes, telecomunicações e tecnologias da informação, agroindústria, turismo, serviços, por aí adiante.

Como são avaliadas as propostas de financiamento?

São avaliadas pela equipa altamente profissional e experiente da SOFID que, enquanto entidade gestora do fundo, avalia e analisa o impacto dessas propostas no desenvolvimento de Moçambique, verificando muito bem se o business plan apresentado é realista, está bem estruturado e tem condições para ser cumprido. Depois de uma análise do risco da operação e de uma aprovação interna a nível de Comissão Executiva e Conselho de Administração, as propostas são levadas à Comissão Conjunta do fundo, onde está a SOFID com os dois Estados, português e moçambicano. É aí que o projeto é finalmente aprovado.

Quais são as mais-valias do InvestimoZ face a outros instrumentos de financiamento?

A mais-valia mais evidente é tratar-se de um fundo onde estão presentes os dois Estados, através dos ministérios correspondentes, onde num espírito de grande cooperação se decide o impacto que pode haver para o país recetor e para as empresas que estão na aventura da internacionalização. É um fundo de equity, logo o fundo acompanha a gestão e pode fazer recomendações e alertas que por vezes são fundamentais.

Em Julho, o InvestimoZ financiou a empresa portuguesa Mecwide no montante de 800 mil euros, representando o primeiro contrato do InvestimoZ mas há outros contratos de investimento previstos. Que projetos são estes e qual será o montante financiado? Sem querer falar em projetos específicos, posso dizer-lhe que neste momento estão em contratação, já incluindo os primeiros projetos assinados, quatro projetos que representam um apoio do fundo InvestimoZ de cerca de dois milhões e 800 mil euros (2.800.000,00 euros) que vão ala- vancar e permitir investimentos em Moçambique superiores a 16 milhões de euros. Em análise no nosso pipeline estão mais um conjunto de projetos que ultrapassam os dez milhões de euros de apoio do fundo e que podem representar quase 50 milhões de euros de investimento. Isto dá bem uma ideia da nova dinâmica que foi colocada no InvestimoZ.

Qual é a importância da FACIM para as empresas portuguesas que estão presentes em Moçambique ou que pretendam fazer negócios no país?

Não é a primeira vez que participo na FACIM, já lá estive em diversas funções e com missões distintas. Mas a imagem que retenho é de uma organização excelente que pode ser decisiva para muitos empresários. Ali podem mostrar o que fazem, que tipo de produtos têm e ao mesmo tempo procurar parceiros locais e novos mercados. O InvestimoZ estará lá numa lógica de promoção do que é este fundo que pode ser tão importante para dinamizar a economia de Moçambique e ao mesmo tempo apoiar as empresas portuguesas. Entendemos que a FACIM, que já vai na 51ª primeira edição, o que diz muito da sua importância, seria uma vez mais um momento alto para dar a conhecer o InvestimoZ a quem ainda não conhece, ao mesmo tempo que respondemos com muita honra a um convite/desafio direto da parte de responsáveis do Governo moçambicano.

Esta entrevista foi publicada no jornal SOL na edição de 4/09/2015

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