No seguimento do protocolo entre a SOFID e a AECOPS, realizou-se no dia 9 de outubro o Seminário “Internacionalização da Construção em Mercados Emergentes e em Desenvolvimento”, onde estiveram presentes 55 representantes de empresas do sector.
Sara Rebelo apresentou os números-chave e principais mercados de investimento do sector da construção. Através deste retrato verifica-se que o volume de negócios no continente africano mais que triplicou nos últimos 6 anos atingindo os 3.130 M€. Dos países onde mais investem os empresários da construção destacam-se Angola, Moçambique, Guiné Equatorial, Cabo Verde, Gana, Argélia e Malawi, notando-se agora uma crescente presença em países da América Latina.
A SOFID foi apresentada por José Moreno, que abordou vários apoios financeiros para a internacionalização e como é que a SOFID, através dos seus instrumentos, pode apoiar as empresas nesse processo. João Real Pereira falou sobre os Fundos Europeus disponíveis para as empresas portuguesas: ITF - Fundo Fiduciário EU-África para as Infraestruturas, NIF - Facilidade de Financiamento para a Vizinhança e LAIF - Facilidade de Financiamento para a América Latina.
Maria da Luz Rodrigues, vice-presidente da JJR Construções partilhou informações sobre o processo de entrada da empresa no mercado Moçambicano, referindo a estabilidade do país como um dos fatores tidos em conta na escolha do destino de investimento. Salientou ainda a importância da apresentação e inscrição do projeto no CPI – Centro de Promoção de Investimentos dados os conhecimentos de mercado e financiamento desta entidade. A JJR Construções atua no mercado moçambicano em obras de pequena e média dimensão, de beneficiação de construção e saneamento básico, e prevê faturar 7,5M€ em 2012.
Carlos Mota Santos, Administrador da Mota-Engil, falou sobre o trajeto de internacionalização que teve início com a aposta no mercado angolano. Ao longo do tempo a empresa tem vindo a alargar o seu leque de países de atuação estando agora a perspetivar a aposta no Brasil, Colômbia e Zimbabwe. Referiu a importância da escolha dos parceiros locais que permitem aprofundar o conhecimento dos mercados, facilitando o acesso aos diferentes stakeholders e mitigando os diferentes riscos que a presença em novos mercados potencia.